13 de agosto de 2021

Descubra os principais riscos de câncer de próstata

Mitos de Câncer do próstata

Cuidados na saúde do homem de forma rotineira e contínua pode evitar diversos fatores que levam ao surgimento de doenças graves, como o câncer de próstata e entre outros.

Você tem o hábito de olhar o histórico da sua família em relação a problemas de saúde? Já parou para analisar a sua rotina e entender quais são os excessos que estão sendo cometidos? Consegue ligar os seus hábitos alimentares com possíveis reações que o seu corpo apresenta?


Essas perguntas são essenciais quando falamos da nossa saúde. O autoconhecimento é uma ferramenta importantíssima na prevenção de doenças que podem surgir com o passar do tempo, ou que estão predispostas na nossa jornada (em decorrência aos acontecimentos com os nossos familiares).


Com o câncer de próstata o caminho não é muito diferente. Essa doença que, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, lidera a lista de casos (tipos de câncer, exceto câncer de pele não-melanoma) registrados no Brasil,
atinge mais de 29% da população masculina.


Já escrevi aqui no blog um texto explicando, de maneira mais detalhada, o que é o câncer de próstata (você pode conferir o conteúdo completo acessando o link).


Hoje, vamos falar dos fatores de riscos que podem levar um paciente a desenvolver esse quadro clínico. É importante destacar que apresentar um ou mais itens dessa lista de fatores não significa necessariamente que você vai ter o câncer de próstata. 


O principal objetivo aqui é mostrar que a informação somada com a prevenção, na maioria das vezes, pode
levar a cura em até 90% dos casos registrados.



Fatores de riscos mais conhecidos 

>>Idade: sendo raro em homens com menos de 40 anos, o câncer de próstata atinge aproximadamente 60% de pacientes com mais de 65 anos. No Brasil, a estimativa de novos casos calculados pelo INCA para o ano de 2020 é de mais de 65.000 novos casos no país.


>>
Hereditariedade: segundo pesquisas, ter um caso de câncer de próstata diagnosticado na sua rede familiar duplica o risco do paciente também desenvolver essa doença.


>>
Alimentação: ainda não existem dados concretos que provem a total ligação entre o câncer de próstata e a rotina alimentar. Entretanto, foi apontado em alguns estudos que o consumo (em grandes quantidades), de carne, leite e gorduras estaria associado a uma predisposição maior para a doença.


>>
Tabagismo e consumo de álcool: dados apontaram que pacientes diagnosticados com câncer de próstata e que fumam apresentam taxas de mortalidade mais altas que aqueles que não possuem esse hábito. Outro ponto identificado foi a associação ao consumo excessivo de álcool com a predisposição para desenvolver a doença e a graus mais elevados de malignidade. 


>>
Obesidade e sedentarismo: o excesso de peso é um agravante de forma geral para a saúde do nosso corpo. No caso da obesidade, pacientes obesos tendem a ficar mais vulneráveis e a desenvolverem quadros de câncer de próstata. 


O
acompanhamento médico e a realização dos exames de rotina são os cuidados mais importantes, já que muitas doenças, como o câncer de próstata, são silenciosas em seu início e podem ser tratadas com maior eficiência se forem descobertas mais cedo.

Como é feito o diagnóstico do câncer de próstata

Esses fatores que listamos podem acelerar o surgimento do câncer de próstata. Para ter o diagnóstico correto é necessário a realização de um exame, onde a próstata é analisada pela dosagem do PSA no sangue. Além do importante exame de toque (a realização de um exame não faz a exclusão automática do outro).

O acompanhamento periódico pode levar a cura

Homem precisa e deve redobrar a atenção para a sua saúde. Como falei antes, quando o diagnóstico é realizado de maneira precoce,  a chance de cura pode chegar a 90%.


Por isso, a visita anual ao urologista deve ser feita a partir dos 50 anos de idade para todos os homens. Para pessoas com histórico familiar de câncer de próstata, é recomendado iniciar as consultas aos 45 anos ou seguir o recomendado pelo seu médico.


Estou aqui para responder sua dúvida sobre esse assunto, de maneira discreta, segura e profissional. Entre em contato e conheça mais sobre esse tema.

COMPARTILHE O POST

FALE COM O MÉDICO
O que pode ser um caroço na virilha de um homem?
Por Dr. Thiago Castro • 20 de agosto de 2024
Um caroço na virilha pode ser linfadenopatia, hérnia, cisto, abscesso ou tumor. A consulta com um urologista é crucial para diagnóstico e tratamento.
Quem tem problema de próstata pode ficar impotente?
Por Dr. Thiago Vilela • 20 de agosto de 2024
Sim, problemas na próstata, como câncer ou hiperplasia benigna, podem causar impotência, especialmente se o tratamento afetar nervos ou vasos sanguíneos.
Como é a recuperação de quem faz vazectomia?
Por Dr. Thiago Castro • 20 de agosto de 2024
A recuperação após vasectomia é rápida, com repouso nas primeiras 48 horas, sem necessidade de internação. Atividades leves podem ser retomadas após alguns dias.
A infecção urinária pode ser transmissível?
Por Dr. Thiago Castro • 20 de agosto de 2024
A infecção urinária não é transmissível entre pessoa, ela ocorre por bactérias do próprio corpo, com atividade sexual aumentando o risco, mas sem transmissão direta.
Qual o tratamento eficaz para HPV?
Por Dr. Thiago Castro • 20 de agosto de 2024
O tratamento eficaz para HPV remove lesões com crioterapia, ácido tricloroacético ou cirurgia, controlando sintomas, mas sem eliminar o vírus.
Qual a cor da urina de quem tem problemas nos rins?
Por Dr. Thiago Castro • 20 de agosto de 2024
Urina marrom escura ou avermelhada pode indicar problemas renais, sugerindo sangue ou toxinas. Requer avaliação médica urgente.
Por Caroline Rodrigues • 5 de agosto de 2024
Quais os cuidados antes da cirurgia de HOLEP?
Por Caroline Rodrigues • 5 de agosto de 2024
Prostatectomia: saiba mais sobre a remoção da próstata através da robótica
Por Caroline Rodrigues • 5 de agosto de 2024
Tudo o que precisa saber sobre a Vasectomia
Precisa fazer exame regularmente para HPV?
Por Dr. Thiago Castro • 15 de julho de 2024
Sim, exames regulares de HPV são importantes para mulheres a partir dos 21 anos, com Papanicolau a cada 3 anos e, após os 30, combinado com teste de HPV a cada 5 anos.