2 de maio de 2022

Dúvidas comuns sobre a incontinência urinária

Urologista Dr. Thiago Vilela Castro

Confira as principais dúvidas sobre esse problema de saúde muito comum, especialmente entre as mulheres.

A incontinência é perda involuntária da urina pela uretra. É um problema comum mas é pouco falado, por vergonha e pode comprometer diretamente a qualidade de vida de homens e mulheres.


Quais os fatores de risco para ter incontinência?

Sendo mais comum entre as mulheres do que nos homens, cerca de 30-40% das mulheres com mais de 40 anos apresentam algum grau de incontinência urinária. 


A idade é um fator de risco importante, estimando-se que a chance de apresentar incontinência urinária após os 70 anos seja de quatro a cinco vezes maior do que na faixa etária de 20 a 40 anos.


Outros fatores que aumentam o risco de apresentar incontinência urinária são: diabetes, obesidade e a presença de doenças neurológicas. 


Tipos de incontinência urinária 

Há dois tipos principais de incontinência urinária: a incontinência urinária aos esforços e a incontinência urinária de urgência. 


A incontinência urinária aos esforços (IUE) é a queixa de perda urinária ao fazer esforços, como tossir, espirrar ou carregar pesos. É causada pelo enfraquecimento do esfíncter urinário e dos elementos de sustentação da uretra e da bexiga. 


A incontinência urinária de urgência que também é chamada de bexiga hiperativa é a queixa de perda de urina acompanhada ou precedida pela sensação de urgência para urinar. A pessoa sente uma vontade repentina e incontrolável de urinar e não consegue chegar a tempo ao banheiro. 


Tratamentos para incontinência urinária 


As alternativas de tratamento se baseiam na causa da incontinência urinária e na gravidade do problema. A princípio, optamos por medidas mais simples e com menos chances de efeitos colaterais. 

Incluindo mudanças comportamentais e de estilo de vida como evitar excesso de líquidos, realizar micções periódicas, tratar obstipação e outros problemas clínicos como diabetes e obesidade.


Também pode incluir a fisioterapia para o assoalho pélvico e bexiga. Em casos mais complexos ou que não tiveram boa resposta ao tratamento mais simples, alguns procedimentos cirúrgicos podem ser utilizados, como as cirurgias minimamente invasivas, isto é, de baixo risco e rápida recuperação.

Lembre-se sempre, a prevenção feita a partir dos exames anuais (conforme recomendado pelo seu médico) pode fazer muita diferença.

 

Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Estou à disposição para respondê-lo: contato@drthiagocastro.com.br.



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